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Plástico Volume II

Plástico Volume II

O plástico se tornou um dos materiais mais utilizados em todo o mundo, seja para embalagens ou para o próprio produto de venda, e muito se fala sobre seu pontecial de poluição e o quanto pode ser prejudicial ao meio ambiente, entretanto na grande maioria das vezes isso só acontece pelo descarte feito de maneira não apropriada. Nesta edição apresentaremos aos senhores o ciclo de vida do plástico e os processos de reciclagem de maneira correta, dando assim de forma mais ampla uma base melhor de conhecimento quando o assunto é plástico e seu impacto na sociedade.

Ciclo de vida do Plástico

A produção do plástico em sua grande maioria provem do petróleo, o produto extraído do mesmo é transformado em resina plástica, estas resinas podem ter composições químicas diferentes, o que acaba dando características diferentes para cada tipo de plástico. As resinas plásticas são produzidas através do aquecimento de hidrocarbonetos, o objetivo deste processo é quebrar as moléculas maiores em partículas de etileno, propileno, e outros tipos de carbonetos, assim uma vez que o processo de fracionamento é finalizado, os compostos se formam em cadeias conhecidas como polímeros. A partir dos polímeros, diferentes combinações são feitas para se produzir resinas plásticas com características diferentes para cada aplicação. Uma vez que as resinas plásticas são feitas, podem ter diversas aplicações que vão do ambiente doméstico até o industrial.

 Um tipo de resina de plástico, conhecido como tereftalato de polietileno, é utilizado para fazer produtos como garrafas de bebidas não alcoólicas, garrafas de água, e recipientes de resíduos industriais. O polietileno de alta densidade é utilizado para fazer jarros de leite, garrafas para sucos e vitaminas, e recipientes de filmes. O plástico utilizado nas residências para manter a comida fresca é feita de vinil ou cloreto de polivinila. Os sacos de plástico, sacos de vestuário, e de compensação são fabricados a partir do polietileno de baixa densidade.

Para cada tipo de produto há uma produção diferente, assim  desta maneira é possível entender que para cada tipo de produto a um método de descarte diferente, assim pode-se dizer que, maioria dos problemas envolvendo o plástico se dão por não ser dado o fim adequado ao mesmo após a sua utilização, muito se ouve falar dos processos de reciclagem para reutilização mas poucas pessoas realmente sabem como funciona, por isso além de explicar os processos de reciclagem, também deixaremos aqui algumas dicas de como reutilizar o plástico por conta.

Processo de reciclagem

“A cadeia produtiva da reciclagem começa com o consumidor, que separa e entrega as embalagens ou produtos plásticos para a coleta seletiva ou aos PEVs – Pontos de Entrega Voluntária. O material é recolhido pelos catadores e cooperativas e levado para os Centros de Triagem onde cada produto é separado pelo tipo de resina, por isso, os produtos recebem essa numeração de 1 a 7 que auxilia na identificação.

 

    

 

Após a Triagem, cada grupo de material é levado para as Recicladoras:

Na Reciclagem Mecânica, que é a mais comum para os materiais plásticos pós-consumo, os resíduos passam por quatro etapas:

  1. Fragmentação (moagem)– os resíduos são levados para um moinho que reduzem o seu tamanho.
  2. Lavagem e Separação– os fragmentos (comumente chamados de flakes) são lavados com água e a separação é feita pela diferença de densidades, ou seja, os materiais mais densos afundam e os menos densos ficam na superfície da água.
  3. Secagem– os flakes separados são secos em grandes secadores com circulação de ar quente.
  4. Extrusão– os flakes secos são alimentados em uma máquina extrusora onde são fundidos por aquecimento e levados por uma rosca sem fim a uma matriz onde são formados os filamentos contínuos (comumente chamados de “espaguetes”) que são resfriados em uma banheira com água a temperatura ambiente e são cortados em uma granuladora, formando os grânulos de material plástico reciclado que são embalados. As Recicladoras enviam a matéria-prima para as indústrias de transformação (os chamados “Transformadores” da Cadeia Produtiva do Plástico). São elas que desenvolvem os produtos em plástico que fazem parte da nossa vida e que trazem soluções inovadoras para todos os setores da indústria. Um dos limitantes para a reciclagem, principalmente mecânica, é a grande heterogeneidade dos fluxos de resíduos plásticos. Por isso, existem outros tipos de reciclagem:

Reciclagem química: processamento de produtos plásticos, transformando-os em substâncias químicas ou matérias-primas, quase sempre envolvendo processos de despolimerização.

Recuperação energética e incineração: queima de resíduos para gerar calor, vapor ou energia. Usada em locais onde a coleta não se dá ainda de forma seletiva ou quando já foram esgotadas todas as possibilidades de reciclagem mecânica. Os resíduos incinerados, na verdade, são considerados como rejeitos. Estima-se que a incineração de resíduos plásticos proporcione uma redução de 85-90% em volume de material plástico.”

Fonte: Movimento Plástico Transforma.

 

Os termoplásticos são conhecidos pela capacidade de moldagem sem as perdas de suas características, é justamente esse fator que os fazem ser ideais para reciclagem, porém, cada tipo de plástico desenvolvido possui características únicas que se refletem e alteram sua capacidade de ser reciclado ou não, não existe uma regra única sobre quantas vezes o plástico pode ser reciclado, a triagem do plástico é importante para classificar qual material pode ser reciclado ou não e qual o processo de reciclagem que ele passará.

Processo de Reciclagem Fonte: recicloteca.org

O PET, por exemplo, sofre pouquíssimas alterações de suas propriedades quando reaproveitado, não à toa é o campeão entre os polímeros quando o assunto é percentual de reciclagem.

 Já o PEAD (polietileno de alta densidade), utilizado em embalagens de iogurtes, caixas de leite, recipiente de detergente líquido, garrafas de suco, dentre outros, sofres maior perda de qualidade a cada processo de reciclagem.

O resultado é um menor número de reaproveitamento e, geralmente, depois de reciclado, sua função passa a ser de menor valor que a original. Não há apenas um método ou forma a ser aplicada para todos os polímeros, sendo necessário observar suas especificidades.

O PVC (policloreto de vinila), com menos incidência de reciclagem, pode ser encontrado nos cones de trânsito, cabos elétricos, tubos para água, lonas, dentre outros.

Há ainda o PEBD (polietileno de baixa densidade), PP (polipropileno), PS (poliestireno), dentre outros que não podem ser reciclados, dessa forma, fica ainda mais clara a importância de todos aqueles que coletam e separam os resíduos descartados.

Para que os processos de reciclagem tenham um maior índice de assertividade, fica claro o auxilio que a separação dos produtos pode ter no processo final, o que cabe não apenas as empresas responsáveis pela separação, mas também a cada um que faz o descarte do produto em questão 

Soluções e reaproveitamento inteligentes para o plástico

Além da reciclagem do plástico, existem outras inúmeras possibilidades para o mesmo, e basta apenas um toque de criatividade e ousadia para transforma algo descartável em um objeto super bacana.